MGS: a porta de entrada para a transformação do porteiro vigia, Ricardo Cabral
Reestreia do quadro Orgulho da MGS traz história marcante de superação e recomeço
Publicado em 04/02/2026 14:30 - Atualizado em 05/02/2026 16:20
O quadro Orgulho da MGS chega este ano com novidades, marcado por histórias inspiradoras que perpassam o orgulho da empresa em seus colaboradores e refletem o compromisso da companhia com a valorização das pessoas. As narrativas apresentadas destacam trajetórias profissionais e pessoais que inspiram, fortalecem o sentimento de pertencimento e evidenciam o orgulho de fazer parte da MGS. O protagonista estreante do quadro viveu por 10 anos em situação de rua e teve uma virada definitiva de vida com a entrada no mercado de trabalho por meio da MGS. Confira!
Conheça o protagonista da vez, o porteiro-vigia, Ricardo Cabral
Natural de Belém, no Pará, José Ricardo Ferreira Cabral, hoje tem casa, família, profissão e estabilidade, mas esse cenário é resultado de uma profunda mudança de vida. Por quase dez anos, Ricardo viveu em situação de rua, passou por diversas capitais brasileiras e enfrentou o uso de drogas lícitas e ilícitas. A decisão de mudar veio quando já não suportava mais aquela realidade. “Eu estava profundamente envolvido com as drogas. Não tinha mais força para sair. Era uma falsa sensação de liberdade, muito ligada à juventude e ao movimento hippie. Mas aquilo já não me sustentava”, relembra.
A saída da rua não veio por meio de internações ou clínicas de recuperação. Para Ricardo, a transformação começou a partir de uma mudança interior. “Foi uma “metanoia”, uma mudança de mente”, afirma.
Início da mudança
Após deixar a situação de rua, Ricardo passou 11 anos viajando pelo Brasil e sobrevivendo do artesanato. Nesse período, conheceu quase todo o país, mas também enfrentou dificuldades, especialmente em Belo Horizonte, com restrições à atividade artesanal e falta de reconhecimento da profissão. “Viajar facilitava, porque eu não tinha contas fixas. Mas quando você tenta se estabelecer, os desafios aparecem”, conta.
Nesse processo, vieram também responsabilidades maiores. Ricardo tornou-se pai e precisou se reorganizar emocional e financeiramente. “Tive um filho e, em determinado momento, fiquei com a criança. Isso me trouxe ainda mais consciência da necessidade de estabilidade e crescimento”, destaca.
A virada de chave
A entrada no mercado de trabalho formal marcou uma virada definitiva na vida de Ricardo. Por indicação de um colega que inclusive pagou sua inscrição, Ricardo participou do processo seletivo da MGS. Em 18 de janeiro, iniciou sua carreira na empresa, onde permanece até hoje, somando 15 anos de trajetória.
“A MGS representa o sustento da minha família. Sou muito grato, porque daqui sai a dignidade da minha casa”, afirma. Atuando na Cidade Administrativa desde que ingressou na empresa, o porteiro-vigia destaca que a adaptação à rotina não foi simples. “Eu não estava acostumado com horários, plantões de 12 horas, levantar cedo. Foi uma mudança radical. Mas, com o tempo, fui me adaptando. Hoje tiro de letra”.
Crescimento pessoal e profissional
Mais do que estabilidade financeira, o trabalho trouxe a Ricardo a certeza de que era possível crescer. “O que mais me marcou foi perceber que eu tinha jeito, que podia evoluir. Sempre falo para as pessoas sobre a educação. Ninguém tira isso da gente. Ela abre portas”, assegura.
Essa percepção levou o Orgulho da MGS a investir continuamente em qualificação. Ricardo formou-se em Gestão de Recursos Humanos, Licenciatura em Artes e Ciências da Religião, além de finalizar uma pós-graduação em Metodologia do Ensino da Arte e História. “Sou muito ativo, gosto de aprender, não gosto de zona de conforto. O pessimismo não faz parte da minha vida”, afirma.
Ele reconhece que a MGS teve papel fundamental também em seu crescimento humano. “Aqui aprendi a lidar melhor com as pessoas, com o público. A MGS me ajudou a amadurecer. Colegas dizem que eu mudei muito, e a porta de entrada dessa mudança foi a empresa”, garante.
Oportunidades mudam vidas
Hoje, Ricardo segue planejando o futuro e entre seus sonhos está passar em um concurso federal e lecionar no ensino superior. Ao falar com pessoas que ainda vivem em situação de rua, Ricardo é direto e realista. “Ninguém muda se não quiser. Palavra não motiva. Eu sei quando a pessoa está na rua porque precisa e quando está porque quer. Eu só consegui mudar quando não aguentei mais”, alerta.
Para a equipe companheira de trabalho de Ricardo, carinhosamente chamado de Cabral, ele é um profissional que se destaca de forma exemplar no desempenho de suas funções como porteiro-vigia. “Extremamente dedicado, responsável e comprometido, cumpre rigorosamente seus horários, não apresenta faltas e segue fielmente todas as normas, procedimentos e orientações que lhe são repassadas”, destaca o supervisor Rodrigo Souza Santos.
A chefia do porteiro-vigia ainda afirma que o profissional é uma pessoa honesta, íntegra e leal. “Ele demonstra profissionalismo e ética em todas as suas atitudes. Está sempre à disposição para atender a qualquer posto de trabalho, com flexibilidade, espírito colaborativo e boa vontade, sem reclamações ou questionamentos desnecessários. Por todas essas qualidades, considero que José Ricardo merece plenamente o destaque no Orgulho da MGS, sendo um exemplo de profissionalismo, dedicação e excelência no serviço prestado”, garante.
A história de Ricardo é Orgulho para a MGS e reforça que a situação de rua não define ninguém. Com oportunidade, trabalho, educação e escuta, é possível reconstruir trajetórias e transformar vidas. Sua caminhada é um exemplo de que dignidade se constrói com apoio, esforço e a chance real de recomeçar.
por Nathalia Bittencourt