Da limpeza de laboratórios às páginas de um livro
Orgulho da MGS tem obra inspirada em sua trajetória de vida
Publicado em 16/06/2026 09:15
Observar o quanto a dedicação aos estudos pode transformar toda uma vida é inspirador. Exemplo disso é a trajetória de Daniela Gonzaga Pereira, empregada da MGS desde 2008 e destaque desta edição do Orgulho da MGS. Atualmente, a colaboradora atua como Técnica Contábil na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), mas, há 18 anos, iniciou sua jornada na empresa como auxiliar de limpeza de laboratório na Fundação Ezequiel Dias (Funed). Desde então, sua carreira tem sido marcada pela busca constante por conhecimento, crescimento profissional e superação de desafios. Uma história tão significativa que acabou ganhando as páginas de um livro.
Lidando com uma rotina intensa por 10 anos no comércio, Daniela se esbarrava com dificuldades para a realização de projetos pessoais, especialmente a continuidade dos estudos. A mudança começou justamente com a chegada à MGS. “Na Funed, tive a oportunidade de conviver com profissionais extraordinários, que me incentivaram a olhar para o futuro e investir na minha formação”, relembra.
Daniela concluiu o curso de Pedagogia em 2013 e, pouco tempo depois, movida pelo interesse em compreender mais profundamente o desenvolvimento humano, iniciou uma segunda graduação, em Psicologia, concluída em 2019. Em 2010 realizou um novo processo seletivo na MGS para o cargo que ocupa atualmente.
“Na MGS, trabalhando de segunda a sexta, com uma carga horária que me permitia organizar melhor a rotina e contando com benefícios que antes eu não tinha, consegui avançar profissionalmente e pessoalmente. Estar cercada por profissionais que valorizam o conhecimento também foi um grande incentivo para continuar estudando”, afirma.
Olhar voltado para o outro
O interesse pelas questões humanas e sociais acompanhou Daniela durante toda a sua formação. A experiência em estágios e projetos voltados para pessoas em situação de vulnerabilidade despertou ainda mais seu olhar para o cuidado e a escuta. “A arte de escutar também é uma grande demonstração de cuidado”, assegura.
Foi justamente esse olhar que a levou a atuar como voluntária no projeto social Arquitetura na Periferia, iniciativa que capacita mulheres para construírem ou reconstruírem suas casas e, muitas vezes, suas próprias histórias. A vivência no projeto ampliou ainda mais sua percepção sobre a importância da dignidade humana e da transformação social.
“Ali eu pude perceber que posso contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais igual. Quando olhamos para a necessidade do outro, também olhamos para as nossas necessidades, porque fazemos parte da mesma realidade”, destaca.
Da escrita terapêutica ao primeiro livro
Curiosamente, Daniela não se considerava uma pessoa apaixonada pela escrita. O hábito surgiu a partir da orientação de uma terapeuta, que sugeriu registros diários como exercício de memória. Com o tempo, ela descobriu uma nova habilidade e também uma forma de expressão. “Hoje, para mim, a escrita também é terapêutica”, conta.
Em 2023, enquanto atuava como psicóloga voluntária no projeto social, nasceu a ideia de escrever seu primeiro livro. O que começou como um relato de experiências pessoais acabou se transformando em uma obra com reflexões sobre coragem, superação e encontros transformadores.
Lançado em 7 de março de 2026 pela Editora Literíssima, o livro “Vivências: Encontros que Encorajam” apresenta a trajetória de uma mulher que enfrenta desafios profundos ao longo da vida, encontrando força na rede de apoio familiar e comunitária, na busca por dignidade e nas oportunidades proporcionadas pelas políticas sociais. “Durante a escrita, pude reconhecer uma coragem que existia em mim e que antes eu não percebia”, revela.
Novos capítulos pela frente
Conciliando a rotina profissional com atividades físicas, atuação voluntária e projetos pessoais, Daniela já começou a desenvolver uma nova obra. A ideia surgiu ainda durante o processo de finalização do primeiro livro. “Antes mesmo de concluir a escrita de ‘Vivências’, eu já sentia a necessidade de continuar escrevendo. Já iniciei um novo processo de escrita, como uma continuidade das reflexões que ficaram para ser compartilhadas”, adianta.
Para ela, ter seu talento reconhecido pela MGS é motivo de orgulho e também uma forma de incentivar outras pessoas a desenvolverem seus potenciais.
“Quando um talento é reconhecido, outros talentos podem ser despertados. Minha mensagem para os colegas é que busquem aquilo em que realmente acreditam, não apenas pelo reconhecimento dos outros, mas principalmente pelo próprio desenvolvimento”, finaliza.
por Nathalia Bittencourt