Com leveza no sorriso e força na caminhada, Andreia inspira colegas na MGS
Trajetória da telefonista é marcada por luta e resiliência
Publicado em 21/05/2026 14:32
Simpatia, alegria e sorriso no rosto. É assim que Andreia Lopes dos Santos chega todos os dias à sede da MGS, contagiando a todos com sua leveza de viver. Mas quem vê a telefonista da MGS há 22 anos espalhando bom humor pelos corredores não imagina que sua trajetória de vida nunca foi marcada apenas por momentos fáceis.
Atuando na empresa em uma jornada de 36 horas semanais, Andreia é mãe de dois filhos, avó, cuidadora dos pais idosos e ainda encontra energia para trabalhos extras em pizzarias e buffets no final do dia e finais de semana. Mesmo com uma rotina intensa, ela reserva um tempo para aquilo que chama de “seu propósito”: o trabalho voluntário com crianças carentes. Conheça mais um Orgulho da MGS!
História repleta de superações
Por trás do sorriso acolhedor de Andreia existe uma trajetória marcada por luta, responsabilidade e resiliência. A colaboradora teve a primeira filha aos 18 anos e começou cedo a conciliar maternidade e trabalho. Quando entrou na MGS, sua filha tinha apenas quatro anos e para dar conta da rotina, trabalhava durante a madrugada. “Eu trabalhava de meia-noite às seis da manhã. Levava minha filha para a escola e ficava com ela um período do dia”, relembra.
Anos depois, durante um afastamento médico causado por um problema nas pregas vocais, engravidou do segundo filho. Lucas tinha apenas cinco meses quando ela precisou retornar ao trabalho após a licença-maternidade. “Minha filha me ajudou muito. Eu administrava tudo pelo telefone até conseguir uma escola para ele”, conta.
Pouco tempo depois, veio a separação. Andreia passou a criar os filhos sozinha enquanto enfrentava dificuldades emocionais profundas. “Passei por um longo período de depressão. Mas, quando eu pensava em desistir, era a voz do meu filho que eu escutava. Eles são minha base, meu combustível”, garante.
Hoje, além dos filhos, Andreia também divide a casa com a neta Maria, de cinco anos, filha de Ester, sua primogênita. E fala sobre essa nova experiência com os olhos brilhando. “A Maria é a cereja do bolo. O amor de vó é diferente, não consigo explicar”.
Rotina agitada
Entre o trabalho na MGS, os freelas em pizzaria e buffet, os cuidados com os pais idosos e a dedicação à família, Andreia reconhece que a rotina não é simples. “É cansativa, mas satisfatória no final. Quem vê o close não vê o corre”, diz, entre risos. “Quando a gente aproveita aquilo que conquistou, o cansaço passa”.
E o que move a telefonista é justamente a esperança. “Quero mais da vida. Quero viajar, conhecer o mundo, ver meus filhos realizados”, reflete.
Apaixonada pelo Rio de Janeiro, Andreia conta que uma das recompensas pelos trabalhos extras é poder viajar mais. “Se eu pudesse, morava no Rio”, brinca.
Emprego como porto seguro
Ao olhar para trás, ela reconhece o quanto a MGS esteve presente em cada capítulo da sua história. “Quando entrei aqui, eu não tinha casa. Depois consegui financiar meu apartamento e é onde moro hoje. Tudo com o suor do meu rosto e com a estabilidade que a MGS me proporcionou”, conta. Para Andreia, a empresa representa muito mais que um emprego. “A MGS é meu porto seguro. Quando passei no processo foi uma das maiores alegrias da minha vida”, comemora.
Trabalho voluntário
Uma vez por mês, Andreia veste fantasias de princesas para participar de festas e ações sociais do Projeto Liz, no bairro Novo Aarão Reis. Entre elas, a personagem que mais emociona as crianças é a Elsa, de Frozen. “Sou a Elsa preta”, brinca, com orgulho. “É muito emocionante. As crianças abraçam, olham encantadas… cada encontro é único. Existe uma atmosfera de amor muito especial”, explica.
Colegas de trabalho destacam o jeito leve, simpático e acolhedor de Andreia. “Acredito que tenha aprendido a ser assim com meus pais e com a própria vida. Eu trato as pessoas como gostaria de ser tratada. Nossa rotina é cansativa, então, se pudermos levar leveza para o outro, tudo fica mais simples”, assegura.
E talvez seja justamente essa capacidade de acolher, servir e seguir em frente que melhor define Andreia. Se pudesse resumir sua própria trajetória em apenas uma palavra, ela não hesita: “Sou como uma fênix. Resiliência me define”, finaliza.
por Nathalia Bittencourt